Suspeitos de vender álcool gel 15% com rótulos de 70% a órgãos públicos do Paraná são presos em operação

Pareja-Artigo e vídeo. 20/08/2020 00:33 Relatar

De acordo com investigações, suspeitos usavam empresas clandestinas para vender produtos sanitarizantes ao Estado. Mandados foram cumpridos em Curitiba e Pinhais.

Quatorze suspeitos de fornecer álcool gel para órgãos públicos foram presos em uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (19), em Curitiba e Pinhais.

Segundo as investigações, os alvos mantinham empresas clandestinas para vender produtos adulterados. De acordo com a polícia, o grupo vendia álcool gel 15% com rótulos dizendo que era álcool gel 70%.

Os presos na operação, de acordo com a polícia, são diretores, sócios, químicos e responsáveis técnicos pelas empresas, algumas "de fachada", que produziam e revendiam os produtos.

Os produtos com 70% de concentração de álcool .

A polícia informou que os suspeitos devem responder pelos crimes de indução de consumidor a erro, associação criminosa, falsidade material, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.

Investigações

De acordo com a Polícia Civil, os investigados eram responsáveis por uma empresa que venceu um pregão eletrônico do governo estadual em 2018 para fornecimento de produtos saneantes, como desinfetantes e álcool gel.

A última entrega feita ao governo do estado foi em dezembro de 2019, conforme a polícia.

As investigações apontam que o grupo utilizava empresas clandestinas para fabricar os produtos e realizar fraudes fiscais, simulando a venda dos produtos para empresas distribuidoras que também pertenciam ao grupo, apesar de registradas em nome de laranjas.

Por meio destas empresas distribuidoras os produtos eram vendidos e distribuídos a diversos órgãos do estado, segundo a polícia, como Polícia Civil, Polícia Militar, Instituto de Criminalística, Secretaria e Secretaria de Educação.

"Considerando o tempo decorrido e também que não era um lote tão grande, especificamente em relação a esse, a gente acredita que já não haja muito desse produto. Se tiver, talvez, em uma pequena quantidade. A gente vai tentar descobrir onde pode ter esse produto", disse o delegado André Feltes.

De acordo com as investigações, o esquema era feito para tentar isentar os suspeitos de responsabilidade sobre a falsificação dos produtos, mas a polícia informou que todas as empresas fornecedoras tinham relação com o grupo.

A Polícia Civil informou ainda que deve investigar onde estavam os lotes falsificados e se ainda podem estar em uso, mesmo em menores quantidades.

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