Capoeirista diz ter sido agredido por PM enquanto SEGURAVA FILHO NO COLO!

Pareja-Artigo e vídeo. 23/08/2020 04:03 Relatar

O capoeirista Valdenir Alves dos Santos, conhecido como Mestre Nenê, acusou policiais de abordagem violenta e agressão enquanto segurava o filho de cinco anos no colo em uma rua da comunidade do Mangue, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Levado para a delegacia sob acusação de desacato, o capoeirista diz que foi perseguido, estrangulado e empurrado no chão antes de ser algemado. Afirma, ainda, que foi encaminhado a um pronto-socorro para ser sedado.

A polícia diz que a ação ocorreu no dia 19 de agosto, em meio à busca por um assaltante na região, e que Mestre Nenê foi levado para a delegacia por ter desrespeitado uma determinação durante abordagem. Posteriormente, o autor do assalto, que não teve o nome identificado, foi localizado em uma rua próxima.

Em relato postado em sua página de Instagram e assinado pelo grupo de capoeira do qual faz parte, Mestre Nenê afirmou que se assustou com a ação e tentou entrar na casa de um discípulo para proteger a criança. No momento da chegada dos policiais, ele conversava com outras três pessoas que também foram abordadas.

"Várias viaturas já haviam passado pelo local onde estavam as pessoas, porém uma delas abordou de forma violenta todos que estavam presentes. Com a atitude da polícia, Mestre Nenê, com seu filho assustado no colo, entrou na casa de seus discípulos para resguardar a integridade da criança", diz o relato.

"Porém, os policiais perseguiram, estrangularam e empurraram no chão o Mestre, com seu filho ainda no colo, fazendo com que ele caísse por cima de seu filho, que por sorte não se machucou fisicamente", completa.

Vídeo compartilhado por amigos do Mestre Nenê mostram parte da abordagem, na qual é possível ver que o capoeirista foi algemado enquanto gritava "Meu filho, cadê meu filho?". As pessoas ao redor perguntam o motivo da prisão, mas os policiais não respondem.

Em um depoimento que foi exibido pela TV Globo, o capoeirista afirma que, ao dizer que não iria colocar a mão na cabeça, um policial apontou a arma contra ele, na presença do seu filho.

Mestre Nenê foi algemado, colocado em uma viatura e teria sido levado para ser sedado em um pronto-socorro. Depois, foi encaminhado para o 14º DP, sendo liberado horas depois.

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