'Dizia que meu filho tava bem', conta mãe de bebê morto em Alegrete; pai é suspeito das agressões

Myyh 19/08/2020 Relatar Quero comentar

Preso pai suspeito de agredir bebê a pauladas em Alegrete; criança morreu, 

A mãe do bebê de 1 ano e 11 meses, , na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, afirma que tentava a guarda do filho Márcio dos Anjos Jaques na Justiça.

De acordo com Giane dos Anjos, o filho foi levado para passar o dia com o pai no mês de março, e desde então ela não via o menino. "Só me dizia que meu filho tava bem. 'Ele tá bem', mas ele não tava bem", diz.

Mãe de uma menina de mês, de um novo relacionamento, Giane conta que preparava um quarto para o retorno do filho. "Fiz esse quarto aqui pra ter o meu primeiro filho de volta, meu guri, meu menino".

"Tiraram a vida dele, e hoje quem fica aqui chorando e sofrendo todos os dias sou eu, ninguém mais. Ninguém sabe a dor que eu estou sentindo. Mas eu corri, lutei tanto".

Márcio deu entrada no hospital em estado grave, às 18h do domingo (16). Devido às lesões no corpo, policiais registraram a ocorrência. Inicialmente havia suspeita de maus-tratos.

De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, o pai admitiu as agressões. "Em depoimento formal e acompanhado de defensor, [admitiu] que agrediu essa criança com pauladas", afirma. A motivação do crime seria o fato da criança estar chorando e isso teria deixado o pai irritado. 

De acordo com a necropsia,  a causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia.

O suspeito teve a , na noite de segunda (17), e foi levado para o presídio estadual de Alegrete

Pai de 19 anos é o suspeito de agressões ao bebê em Alegrete — Foto: Pedro Mello / Site Web noticias Alegrete

Disputa pela guarda

A promotora da Vara da Infância e Juventude de Alegrete, Luiza Trindade Losekann, afirma que não havia nenhum processo de guarda no Judiciário ou no Ministério Público.

"Os pais podem livremente acordar em quem fica com o filho quando há ruptura do casamento, mas quando os dois tem interesse em exercer a guarda, é necessário que haja a busca pelo judiciário para que o juiz decida quem ficará com a guarda após o Ministério Público opinar", explica. 

Luiza destaca que, quando há processo no judiciário, o MP atua na verificação de quem tem melhores condições de ficar com a criança. "Mas infelizmente não foi esse procedimento que foi adotado", diz.

Segundo ela, a informação que o Ministério Público tem é de que a mãe entregou o menino aos cuidados do pai no fim do ano passado. "Então a guarda de fato estava com o pai do menino, que era quem estava com ele".

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